Resposta curta: para a maioria das empresas, sim. Em 2025, segundo o Eurostat, 89,5 % das pessoas entre 16 e 74 anos em Portugal usaram a internet nos últimos três meses e 76 % procuraram online informação sobre bens e serviços no mesmo período. Ainda assim, só 62,9 % das empresas portuguesas com 10 ou mais pessoas ao serviço tinham site, contra 79 % na média da União Europeia. Um site compensa quando tem um objetivo claro e é mantido. Se a oferta ainda não está definida, ou ninguém consegue responder aos contactos, pode não ser a prioridade.
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O que dizem os números
Os dados mais recentes do Eurostat são de 2025. A tabela compara Portugal com a média da União Europeia:
| Indicador (2025) | Portugal | UE |
|---|---|---|
| Pessoas que usaram a internet nos últimos 3 meses | 89,5 % | 93,8 % |
| Pessoas que procuraram informação sobre bens e serviços na internet nos últimos 3 meses | 76,0 % | 71,8 % |
| Pessoas que compraram online nos últimos 12 meses | 60,5 % | 73,6 % |
| Empresas com 10 ou mais pessoas ao serviço que têm site | 62,9 % | 79,0 % |
| Pequenas empresas (10 a 49 pessoas ao serviço) que têm site | 59,2 % | 76,7 % |
Pessoas: população entre 16 e 74 anos. Empresas: todas as atividades exceto agricultura, silvicultura e pesca, indústrias extrativas e setor financeiro. Fonte: Eurostat, dados consultados a .
Os números permitem duas leituras. A primeira: a maioria das pessoas procura informação online, e em Portugal a proporção de pessoas que procuraram informação sobre bens e serviços na internet está acima da média europeia. A segunda: a proporção de empresas com site é mais baixa em Portugal do que na União Europeia, e a diferença é maior nas pequenas empresas, de 10 a 49 pessoas ao serviço (17,5 pontos percentuais, contra 16,1 no total). Nas microempresas portuguesas, com menos de 10 pessoas ao serviço, só 30,8 % tinham site em 2023, o último ano com este dado.
Os números não provam que um site traz clientes. Mostram que a maioria das pessoas procura informação online e que mais de um terço das empresas portuguesas com 10 ou mais pessoas ao serviço ainda não tem site.
Porque é importante uma empresa ter um site
- É onde os clientes confirmam quem é a empresa: antes de pedir uma proposta, quem recebeu uma recomendação ou um cartão tende a procurar a empresa online. Sem site, essa pesquisa depende do que outros publicaram sobre ela.
- Pode ser encontrado nas pesquisas: cada página pode corresponder a uma pesquisa diferente, como o nome de um serviço ou uma dúvida frequente.
- Explica o que outros canais não explicam: o que está incluído em cada serviço, como trabalha, onde e, se quiser, quanto custa.
- É seu: o domínio e os conteúdos são da empresa. Numa rede social, o alcance e as regras mudam por decisão da plataforma.
- Recebe contactos a qualquer hora: quem visita o site à noite ou ao fim de semana pode deixar o pedido.
Site ou redes sociais?
Não é uma escolha entre um e outro. As redes sociais servem para chegar a pessoas e manter a relação; o site é a base para onde essas pessoas vão quando querem saber mais ou contactar. Uma empresa que só existe nas redes depende das regras de cada plataforma e tem pouco espaço para explicar o que faz com detalhe.
Quando um site ainda não é a prioridade
Há casos em que investir num site pode esperar:
- Não há capacidade para novos clientes e a empresa não pretende crescer nos próximos tempos.
- Ninguém consegue responder aos contactos: um site que gera pedidos sem resposta prejudica mais do que ajuda.
- A oferta ainda não está definida: se ainda não sabe bem o que vende e a quem, comece por aí; o site vem depois.
- Há uma despesa mais urgente para o negócio funcionar.
Nestes casos, pode bastar manter atualizada a informação que já existe, como o Perfil da Empresa no Google ou uma página numa rede social, e voltar a avaliar quando a situação mudar. Quando avançar, uma página única com o essencial é um bom ponto de partida: veja a diferença entre uma landing page e um site institucional.
O que faz um site valer a pena
- Um objetivo claro: pedidos de orçamento, marcações, credibilidade ou recrutamento. Sem objetivo, não há como saber se o site funciona.
- Uma mensagem que se percebe logo: o que faz e para quem, sem jargão.
- Conteúdos que respondem às dúvidas dos clientes, antes de estes as fazerem.
- Um contacto fácil a partir de qualquer página.
- Manutenção: um site desatualizado ou com falhas passa a imagem contrária à pretendida. Veja o que inclui a manutenção de sites.
- Tempo: aparecer nas pesquisas leva meses e depende da concorrência.
Como saber se o site está a funcionar
Não precisa de ferramentas complexas para começar. Conte os pedidos de contacto que chegam pelo site e pergunte a quem entra em contacto como encontrou a empresa. O Google Search Console, gratuito, mostra em que pesquisas o site aparece e quantas pessoas clicam. Ferramentas de analítica dão mais detalhe, mas em regra exigem consentimento para cookies; veja as obrigações legais do site.
Quanto custa ter um site
Nos guias de agências portuguesas que consultámos, uma landing page custa entre 300 € e 2.000 € e um site institucional entre 250 € e 15.000 €, a que se somam o domínio, o alojamento e a manutenção; nenhum desses guias indica se os valores incluem IVA. Veja os intervalos por fonte no guia quanto custa um site em Portugal. Na Drantera, os planos começam em 390 € + 29 €/mês, com IVA incluído, e a mensalidade inclui o domínio .pt, o alojamento e a manutenção técnica. Ver os planos e o que incluem.
Próximos passos
Se decidiu avançar, comece por preparar o briefing do site e veja como decorre a criação de um site. Para uma visão geral, leia o guia completo de criação de sites ou veja como a Drantera cria sites personalizados para empresas.
Perguntas frequentes
O Perfil da Empresa no Google substitui um site?
Não substitui, complementa. O perfil mostra a morada, o horário e as avaliações nos resultados de pesquisa e no Google Maps; o site explica os serviços com o detalhe necessário e é para onde o perfil deve apontar.
Um site traz clientes automaticamente?
Não. Um site ajuda a ser encontrado e a converter quem já procura, mas depende de uma mensagem clara, de conteúdos úteis e de tempo para aparecer nas pesquisas. Desconfie de quem garanta resultados ou primeiras posições no Google.
Vale a pena ter um site se só trabalho com outras empresas?
Em regra, sim. Quem contrata outra empresa costuma confirmar quem ela é, o que faz e com quem trabalha antes de pedir uma proposta. O site é o sítio natural para essa confirmação.
Posso começar com algo simples?
Sim. Uma página única com o essencial (o que faz, para quem e como contactar) é um bom ponto de partida. Pode crescer para um site com várias páginas quando a oferta ou o negócio o justificarem.